Locaweb Edição 97

especial 44 REVISTA LOCAWEB Como se deu o boom Antigamente, quando alguém queria pedir uma pizza, era necessário pegar um dos panfletos jogados na porta de casa, ligar para o estabelecimento, fazer o pedido ao atendente e esperar ansiosamente a campainha tocar. Hoje, a tarefa é um pouco mais simples. Sentado na poltrona da sala, por exemplo, basta abrir um aplicativo, ver qual opção próxima à sua casa é a mais interessante e enviar a solicitação. O histórico do pedido é atualizado constantemente, e você pode acompanhar o transporte da redonda desde a hora em que ela saiu da pizzaria até a chegada à sua casa. Tudo sob a demanda do usuário. “De forma geral, o ato de consumir, atualmente, ocorre no momento que o cliente deseja, e não quando a empresa quer vender algo. Tudo está ao alcance das mãos de quem está comprando, desde que haja acesso à internet”, comenta Maribel Suarez, professora do COPPEAD/UFRJ e especialista em comportamento do consumidor e marketing. A popularização do consumo on demand é consequência de duas tecnologias: serviço de streaming e delivery online. A partir do momento em que passou a existir uma base tecnológica com nuvem, internet de boa conexão Vale a pena encontrar um nicho demercado ainda não explorado. Umstreaming para educação de jovens do EnsinoMédio, por exemplo, pode ser uma baita ferramenta Alessandro Maluf, diretor de produto da Claro em 2011, quando as palavras serviço de streaming e video on demand eram desconhecidas do público em geral. “Nossa principal dificuldade foi fazer com que as pessoas entendessem o que era essa plataforma que permitia assistir a filmes e séries na hora em que elas quisessem. Quando informávamos o consumidor que essa possibilidade estava a seu alcance, muitos não entendiam bem como o serviço funcionava e o deixavam de lado. Muitos até o taxavam como bruxaria”, brinca Alessandro Maluf, diretor de produto da Claro, atual detentora da marca NET. A partir do momento em que houve uma mudança cultural e os brasileiros enxergaram os benefícios das novas tecnologias de consumo, não demorou para que os serviços on demand migrassem de experimento à regra. “Hoje, as pessoas preferem equipar a casa com home theater e grandes televisores a ir para o cinema”, afirma Alessandro. Esse comportamento é visto commais força entre as gerações Y (nascidos de 1985 a 1999) e Z (2000 – 2010). Chegar à casa do cliente (ou ao local que ele desejar), portanto, tornou-se uma premissa básica. e grande quantidade de usuários com smartphone, esses negócios ganharam espaço. Foi assim que nasceram nomes de peso, como Netflix e Spotify. Para chegar ao cenário atual, porém, foi necessário convencer os usuários a criar um novo costume – algo típico em toda revolução tecnológica. A plataforma NOW, da NET, por exemplo, chegou ao mercado DNA tecnológico: economia de sofá temmaior apelo entre os jovens, que são mais abertos a novidades, segundo a coach e estrategista digital Rayani

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